Por Eduardo Magrani e Luiza Louzada

Fonte: Estadão.

Nas redes sociais, nem tudo que se vê é real. Especialmente nos períodos eleitorais, o ambiente online se torna palco de uma verdadeira guerra da (des)informação, em que cada candidato e eleitor é potencialmente vítima (ou vilão) de um movimento de propagação de falsas notícias e mesmo participação social forjada por robôs.

hacker colombiano Andrés Sepúlveda delatou recentemente as operações de “guerra suja” e “operações psicológicas” realizadas através da tecnologia que ele mesmo levou a cabo em diversas eleições presidenciais latino americanas. As declarações surpreendem especialmente por revelar a manipulação imperceptível e eficaz de cidadãos por meio das novas tecnologias em tempos eleitorais. Entre as práticas realizadas constam: roubo de estratégias de campanha, manipulação de mídias sociais para criar falsas ondas de entusiasmo e escárnio, instalação de spywares em escritórios da oposição, hackeamento de smartphones e páginas clonadas na web, bem como envio de e-mails em massa em diversas eleições latino americanas.

 Sepúlveda revelou a sua história para tentar reduzir a sua pena de 10 anos de detenção na Colômbia, por violação de dados pessoais e espionagem nas eleições colombianas de 2014. Quando perguntado se acredita que nas eleições norte-americanas em curso está acontecendo o mesmo tipo de “guerra suja” respondeu que “tem 100 por cento de certeza que sim”.

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